Em um mundo instável, a cultura de sustentabilidade está no centro da continuidade empresarial.
Vivemos um período marcado por instabilidade geopolítica, intensificação dos desafios climáticos e aceleração sem precedentes das transformações tecnológicas, impulsionadas sobretudo pela inteligência artificial. Esse conjunto de forças tem redesenhado cadeias produtivas, modelos de trabalho e a própria lógica de competitividade das organizações, reduzindo previsibilidade e ampliando a complexidade das decisões estratégicas.
A capacidade de adaptação passou a ser condição de continuidade. Organizações que desejam permanecer relevantes precisam fortalecer-se internamente. Liderança, cultura, governança e eficiência necessitam sustentar desempenho para sobreviver em ambientes voláteis e em constante transformação.
Os negócios continuam operando, crescendo e entregando resultados, mas a complexidade de gerir pessoas, cultura e desempenho tornou-se significativamente maior.
Dados recentes do Great Place to Work Brasil mostram que em 2025, os principais desafios em gestão de pessoas concentraram-se no desenvolvimento da liderança (43,9%), na contratação de profissionais qualificados (42,9%) e na comunicação interna e no engajamento das equipes (28,2%).
Para 2026, as prioridades se reorganizam na mesma direção: o desenvolvimento da liderança sobe para 57,4%, a evolução da cultura organizacional aparece com 33,1% e o engajamento das pessoas alcança 31,2%, acompanhado de temas como saúde mental, comunicação e inteligência artificial.
Por trás da tendência dos recursos humanos, enxergamos um cenário de desafio estrutural de gestão.
No universo do franchising, as redes lidam simultaneamente com pressão por resultados, aumento de custos operacionais, necessidade de formar equipes mais preparadas e a exigência de manter padrão de marca com eficiência crescente. Crescer deixou de ser apenas expandir operações e passou a exigir maior maturidade organizacional.
Dificuldades de comunicação, sobrecarga decisória, retrabalhos operacionais e desalinhamentos culturais, além de incômodos do dia a dia, passam a impactar produtividade, engajamento e rentabilidade das unidades.
É exatamente aqui que a sustentabilidade assume seu papel estratégico e começa a ser compreendida de forma mais profunda.
Sustentabilidade corporativa não são relatórios, símbolos ambientais ou iniciativas isoladas. Sustentabilidade é quando liderança, cultura, governança e eficiência operacional passam a funcionar de forma integrada, permitindo que a organização cresça com consistência.
Sustentabilidade é organizacional.
É capacidade de continuidade.
É a disciplina que permite às empresas evoluir preservando desempenho, fortalecer relações com suas redes e sustentar resultados ao longo do tempo.
Essa compreensão reflete uma escolha orientada ao longo prazo: a decisão de preparar a organização antes que as pressões externas imponham a mudança.
É nesse contexto que se insere a visão do CEO do Grupo Roval, Charles Tokarski, ao adotar a cultura de sustentabilidade, não como resposta a uma tendência passageira, mas como uma escolha consciente de longevidade para as próximas décadas. E assim, a Roval Sustentável marca o novo ciclo do Grupo Roval em 2026.
Os mitos da sustentabilidade
Antes, porém, de explicar o que essa nova etapa representa, é essencial desmistificar o conceito e compreender, com clareza, o que NÃO é sustentabilidade.
Sustentabilidade corporativa não é uma agenda paralela, restrita a um setor da empresa ou a um único técnico entendido no assunto, responsável pelo tema. Também não é plantar umas arvorezinhas e separar o lixo de vez em quando. E, acima de tudo, sustentabilidade não é um tema que só trata da preservação do meio ambiente.
Sustentabilidade também não é, isoladamente, imprimir um relatório técnico “sem alma” ao final do ano para cumprir leis e obrigações regulatórias. Tampouco usar uma ou outra ação interna (como uma embalagem com símbolo de reciclável, por exemplo), como propaganda para que a empresa esteja mais “na moda” e seja mais aceita pelas novas gerações.
Sustentabilidade também não se reduz a contratações com o mero intuito de mostrar representatividade ou para cumprir políticas de diversidade adotadas apenas para projeção de imagem.
Cultura de Sustentabilidade como diferencial competitivo
Mas afinal o que é? Sustentabilidade é integração prática na cultura!
É um diferencial competitivo, uma decisão estratégica sobre resultados, relevância, sucesso e continuidade no longo prazo. Sustentabilidade é eficiência, inovação e longevidade. Sustentabilidade trata das pessoas envolvidas em uma organização e em seu entorno. É vivência diária que começa dentro da empresa e é levada para fora organicamente.
Com frequência, o conceito é confundido com os princípios ESG, que vêm sendo distorcidos por interpretações superficiais. Na realidade, ESG é instrumento e não finalidade. É um método orientador para que a organização se torne sustentável.
O rótulo de vilão atribuído ao ESG decorre do seu mau uso, do greenwashing, de aplicações desconectadas da estratégia e das práticas organizacionais, intensificando-se em meio às tensões geopolíticas, em defesa de interesses econômicos específicos.
Contudo, há um ponto crítico que apenas recentemente passou a ser compreendido por muitas empresas que já cumprem exigências regulatórias e se consideram sustentáveis: para produzir impacto em performance e resultados, tornando-se investimento, ao invés de custo, a sustentabilidade precisa estar integrada à cultura organizacional.
No cenário global, a sustentabilidade viveu um movimento pendular. Primeiro, a euforia regulatória que impulsionou adequações rápidas, sobretudo em empresas listadas em bolsa ou exportadoras. Depois, a reação oposta, com o ESG sendo tratado como vilão econômico. Agora, surge um novo equilíbrio, no qual a sustentabilidade se consolida como estratégia de permanência em um mundo onde a única certeza é que a instabilidade veio para ficar.
Portanto, a sustentabilidade gera resultados para o negócio, impacta colaboradores e stakeholders ligados a essas organizações e, como consequência, alcança a sociedade e o meio ambiente.
CEOs visionários já entenderam que esse é um caminho natural para os negócios.
Jornada Roval e a cultura para sustentabilidade
Alinhada aos princípios ESG, a Roval Sustentável estrutura-se a partir de três instrumentos centrais de gestão: liderança, governança e eficiência no uso de recursos.
Na liderança, o foco está na formação de gestores preparados para o futuro da marca, com ênfase na valorização das competências sociais e humanas, individuais e coletivas. Sustentar desempenho de longo prazo exige desenvolver pessoas, ampliar responsabilidades, estimular a aprendizagem contínua e promover a partilha de conhecimento que fortalece a organização como um todo.
Na governança, consolidam-se regras e rituais de decisão. Adotam-se práticas com disciplina de execução que asseguram coerência institucional e credibilidade. O “G” organiza os recursos e traz clareza à estratégia. Sem o G, não há nem E nem S.
Na relação com a eficiência no uso dos recursos, a organização avança para criar mais valor com menor impacto, reduzir desperdícios e contribuir de forma responsável para o equilíbrio do ambiente que sustenta a operação.
Esses três vetores convergem para a eficiência organizacional.
E é a eficiência que viabiliza a sustentabilidade.
É a sustentabilidade que transforma estratégia em longevidade e gera resultados consistentes para a Rede Roval.
Mais do que responder a tendências globais ou expectativas do mercado, esta é uma escolha sobre o papel que o Grupo Roval pretende exercer: criar valor partilhado e gerar impacto nas pessoas, nas comunidades e nos ecossistemas com os quais se relaciona.
O objetivo é claro: preparar a marca Roval para as próximas décadas, com consistência, visão de longo prazo e capacidade de permanecer relevante.