Julho.2025

Cultura Organizacional, Liderança e Sustentabilidade

APRESENTADO PELA

Bom dia! O segundo semestre chegou e, com ele, mais uma oportunidade de começar com intenção clara e foco no que realmente move os negócios.

Neste mês, queremos falar sobre um tema essencial, e muitas vezes negligenciado: 
A cultura organizacional como diferencial estratégico. Porque não basta ter um plano bem desenhado se a cultura não sustentar a execução.

Siga conosco nessa leitura e reflita: 
A cultura da sua empresa está pronta para acelerar a estratégia — ou ainda opera como um freio invisível?

Giovana Bratti e Vitória Nunes

SUSTENTABILIDADE & ESG

Cultura e ESG no Centro da Gestão

Executivos de empresas como IBM, JLL e Clear Capital indicam que, diante das transformações digitais e ambientais, os organogramas tradicionais estão sendo revisados. Além de CFOs e CEOs, surgem posições como Chief Transformation Officer, Chief Experience Officer e Chief Sustainability Officer — integrando sustentabilidade, bem-estar e IA no centro da liderança e influenciando diretamente a cultura organizacional.

Esses novos cargos promovem:

👉🏻 Integração de ESG, inovação e tecnologia na cultura organizacional;
👉🏻 Liderança mais colaborativa e menos hierárquica;
👉🏻 Foco na experiência do colaborador, diversidade, inclusão e propósito.

Esse movimento exemplifica a cultura organizacional em transformação: não se trata apenas de cumprir metas ESG, mas de remodelar como tomar decisões, engajar pessoas e construir ambientes de trabalho — alinhando propósito, tecnologia e cultura organizacional.

LIDERANÇA

Cultura Organizacional: O Novo Diferencial Estratégico

O sucesso das organizações em 2025, e nos próximos anos, dependerá da capacidade de moldar a cultura interna para apoiar metas estratégicas. Não basta deixá-la evoluir por conta própria. É preciso agir de forma ativa.

Transformar cultura é desafiador. Ela está profundamente entrelaçada com os comportamentos da liderança, microculturas entre equipes e normas enraizadas no dia a dia.

Ainda assim, a recompensa é clara. Colaboradores conectados à cultura da empresa têm 4x mais chance de se sentirem engajados e 6x mais chance de recomendarem a empresa como um ótimo lugar para trabalhar.

Sinais de alerta de que a sua empresa está com a cultura enfraquecida:

⚠️ Aumento na rotatividade; 
⚠️ Queda no engajamento;
⚠️ Falta de accountability; 
⚠️ Conflitos persistentes não resolvidos;
⚠️ Cultura do medo ou silenciamento;
⚠️ Burocracia excessiva e lentidão nas decisões.

Por onde começar?

Faça um diagnóstico
Obtenha dados da cultura atual e ouça pessoas de todos os níveis. 

Valorize as microculturas
Elas não vão desaparecer — o segredo é alinhá-las aos valores centrais da empresa.

Cuide do bem-estar de forma sistêmica
Combata o burnout e promova segurança psicológica.

Envolva a liderança na nova narrativa
Coerência entre discurso e prática é essencial.

Estimule novos comportamentos
Meça e recompense comportamentos que representem a cultura desejada.

Como dizia Lou Gerstner sobre a virada da IBM:  “A cultura não é apenas parte do jogo. Ela é o jogo.”

HOLOFOTE

South Cargo: O Início de um Legado Sustentável

A South Cargo reforça seu compromisso com um futuro sustentável por meio da construção de uma cultura organizacional pautada nas práticas ESG.

Mesmo nos primeiros passos dessa jornada, a empresa já coloca em prática iniciativas concretas, como a redução do uso de descartáveis, adoção de assinaturas eletrônicas e a nomeação simbólica de salas em homenagem a personalidades com legado positivo. A pauta ESG também esteve presente nas edições de 2024 e 2025 da Intermodal — a feira e evento de negócios focada principalmente no setor de logística e transporte.

No eixo social, estão sendo firmadas parcerias com o Banco de Alimentos e a Good Food Network (GFN). No ambiental, a empresa atua com a Sea Shepherd, Clean Ocean e Evertreen em ações de preservação e conscientização. E no pilar de governança, vem estruturando seus processos conforme a LGPD, promovendo mais segurança e transparência.

Essas ações integram um plano contínuo para consolidar o ESG como parte essencial da cultura da South Cargo.

FATO FASCINANTE

O CEO que Transformou a IBM com Cultura

Lou Gerstner, ex-CEO da IBM, foi o primeiro CEO da empresa vindo de fora  — e sem formação técnica ou em tecnologia — e ainda assim liderou uma das maiores viradas corporativas da história.

Quando assumiu a IBM em 1993, a empresa estava à beira do colapso. Tinha perdido bilhões de dólares e estava fragmentada.

O que ele fez?

Gerstner cancelou o plano de divisão, manteve a IBM como uma empresa integrada e mudou o foco do hardware para serviços e soluções integradas, antecipando o que hoje chamamos de “transformação digital”.

Filosofia marcante:

Apesar de vir do setor de alimentos (American Express e RJR Nabisco), ele entendeu que a maior trava da empresa não era técnica — era cultural. 

Por isso, Lou Gerstner virou símbolo da liderança que entende que cultura é o fator decisivo para a execução de qualquer estratégia.

📘 Ele conta tudo isso em seu livro “Who Says Elephants Can’t Dance?” — leitura obrigatória para quem quer entender como cultura, liderança e estratégia se conectam na prática.

APRESENTADO PELA SOUTH CARGO

South Cargo em Movimento: Cultura ESG e Inovação

Aqui na South Cargo, ter começado a jornada ESG foi entender que nosso negócio pode — e deve — ir além de métricas que buscam apenas resultados. Aqui estamos focados em promover a mudança de comportamento e mentalidade. A transformação não é só necessária, é uma baita oportunidade de inovar e fazer diferente.

Mudar é desafiador, mas também empolgante! Muitas de nossas ações já estão no ESG porque acreditamos que dá para fazer negócios com responsabilidade e ainda crescer muito. É sobre olhar pro futuro com atitude e criar impacto de verdade, sabe?

A gente já notou a diferença que as nossas políticas tiveram com nossos colaboradores e que de forma gradual, vamos construir juntos uma cultura consciente e alinhada com o nosso futuro! E isso é só o começo!

Eduardo Braz – CEO South Cargo

Escrito por Giovana Bratti e Vitória Nunes

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*Fontes: Forbes, HBR, Business Insider, Sloan Review.

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